O varejo brasileiro é um motor crucial da economia do país e a maior parte da população que faz essa roda girar não está nas classes altas.
A maioria da população do Brasil está inserida nas classes C,D e E. Essas pessoas são responsáveis por metade do consumo. Elas também compõem boa parte da força de trabalho.
São consumidores centrais para diversos varejistas, que enfrentam vários desafios no dia a dia para se desenvolverem e crescerem.
Costumo dizer que não existe varejo forte em país fraco e isso envolve todo o contexto em que as empresas de varejo estão inseridas, incluindo o poder de compra dos clientes. E entender como esse consumidor vive e por quais motivos ele compra é um dos fatores cruciais para fortalecer o ecossistema varejista.
Resolva problemas reais do varejo brasileiro
Mais do que construir um produto atrativo é importante se inserir, de forma real, na vida dos consumidores.
Em uma pesquisa realizada pela PwC com consumidores das classes C,D e E, 61% afirmaram que se esforçam para comprar produtos que não podiam ter na juventude.
Já outros 71% dizem que se sentem realizados quando economizam para comprar algo e conseguem realizar o desejo.
São dados que nos apresentam como a compra vai além de algo utilitário para esses clientes, tendo um caráter aspiracional. É um aspecto que também observo no mercado pet e já falei aqui no Acelera Varejo, que o consumidor está muito mais emocional do que racional.
Portanto, entenda como o seu produto se encaixa nessa realidade de vida que o consumidor deseja ter e de que formas a sua empresa consegue chegar até essas emoções.
Não é só sobre preço
Para atrair esses clientes também é essencial ir além de só destacar o valor monetário do produto.
O consumidor, de maneira geral, está olhando para a experiência e, quando falamos das classes D,C e E, o custo-benefício pesa na decisão. Eles analisam a reputação e qualidade da marca antes de decidirem comprar algo.
O que significa que é preciso investir na percepção da sua marca, para além da qualidade do produto.
Também de acordo com a PwC, 92% desses consumidores buscam priorizar marcas e lojas que ofereçam uma experiência de compra agradável e 44% aceitam pagar a mais por essa experiência.
E isso envolve tanto o online quanto o físico.
Fortalecendo as conexões
Apesar de serem um grupo forte e com hábitos similares, as classes C, D e E não são homogêneas.
Para criar estratégias que realmente conectem e que atendam as demandas de personalização cada vez mais frequentes é preciso se aproximar do consumidor e fortalecer as conexões.
A maior parte dos clientes valoriza as empresas que demonstram entender suas particularidades e se importar de forma genuína.
O crescimento do varejo passa menos por fórmulas prontas e mais por escuta, empatia e presença real na vida do consumidor. Quem entende que vender é, antes de tudo, fazer parte da história das pessoas, constrói marcas mais fortes, relações mais duradouras e negócios preparados para crescer junto com o país.
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