Durante o NRF Rev 2026, especialistas reforçaram que a logística reversa deixou de ser apenas um centro de custos e passou a ser um motor de inovação e novos fluxos de receita. A ideia é simples: aquilo que um cliente devolve pode ser reaproveitado, revendido ou até mesmo reciclado, gerando valor em diferentes etapas da cadeia.
Principais pontos discutidos:
- Centralização de devoluções: criação de hubs para agilizar inspeção e triagem.
- Automação e IA: uso de algoritmos para prever demanda, acelerar reprocessamento e reduzir tempo de revenda.
- Recomércio (resale): plataformas que transformam devoluções em oportunidades de revenda B2B e B2C.
- Circularidade: design de produtos com foco em reparo, reutilização e extensão do ciclo de vida.
Casos práticos de inovação
- HP: busca aplicar inteligência artificial para reduzir o tempo de revenda e aumentar visibilidade do estoque.
- Target: evoluiu de uma estratégia “one size fits all” para hubs especializados e parcerias com empresas como B-Stock.
- Amazon: coloca o cliente no centro, usando IA para personalizar devoluções e transformar experiências em fidelização.
- IKEA: aposta em programas de recompra e vouchers, incentivando consumidores a gastar até três vezes mais nas lojas.
Sustentabilidade e parcerias estratégicas na NRF 2026
Além da eficiência operacional, a logística reversa fortalece compromissos ambientais. Goodwill Industries, por exemplo, colabora com grandes varejistas para evitar que produtos retornados acabem em aterros, reforçando o valor social e econômico da prática.
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