NRF 2026: Gen Z & Geração Alpha: consumo, cultura e pertencimento

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Durante anos, a Geração Z foi rotulada e estereotipada, especialmente a partir de 2020. No entanto, a visão apresentada pela PacSun é clara: trata-se de uma geração mal compreendida.
Ela está constantemente em busca de trends e muda com rapidez — não por superficialidade, mas porque vive em um ambiente de estímulos intensos, ciclos curtos e construção contínua de identidade. O desafio das marcas não é acompanhar a mudança, mas entender o porquê dessas transformações.
Quando olhamos para a Geração Alpha, esse cenário se intensifica. É a primeira geração nativa da era da Inteligência Artificial. Eles já crescem criando, remixando, personalizando e participando ativamente das experiências digitais. Não querem apenas consumir: querem fazer parte.

Social commerce: consumidor vira criador

Uma ficha forte caiu pra mim nesse momento, quando foi falado sobre o aspecto não só financeiro, mas psicológico que tem o “social commerce” para essa geração:
Através de suas iniciativas, lives, TikTok shop, live ecomm, influência digital, esse público de creators GenZ cria seus próprios conteúdos, anúncios e narrativas de venda — do seu jeito — e ainda é remunerada por isso. O consumidor vira criador, vendedor e embaixador ao mesmo tempo, dando sua voz e vez ao que está vendendo, se sentindo parte e preenchendo essa lacuna psíquica.
Outro ponto central é a saúde mental. Para a GeraçãoZ , esse tema é muito mais relevante do que foi para gerações anteriores. Existe uma preocupação genuína com amigos, família e bem-estar coletivo, o que impacta diretamente a forma como se conectam com marcas e comunidades.
Eles também já estão acostumados à personalização extrema, especialmente no universo dos games: skins, avatares, mundos customizados. Esse comportamento se transfere para o consumo físico e digital, criando uma forte demanda por produtos únicos, customizáveis e identitários.
Na PacSun, tudo isso se conecta a pilares muito claros:
  • Uma cultura que permite e incentiva a participação das pessoas nas decisões.
  • Uma missão que ajuda jovens a encontrarem seus próprios caminhos, e não apenas seguir tendências impostas.
Apesar do crescimento do universo gamer, a empresa deixa claro que games não fazem parte do seu core estratégico. Eles entendem a relevância cultural, mas escolhem foco — algo essencial para manter coerência de marca.

PacSun e sua estratégia de autenticidade

No social commerce, a PacSun desenvolveu uma plataforma própria que permite que creators criem conteúdos livremente. O objetivo não é apenas grandes influenciadores, mas criadores de todos os tamanhos, valorizando autenticidade acima de alcance.
Por fim, um ponto importante sobre tecnologia: O app não é visto como uma ferramenta de conversão direta, mas como um espaço de engajamento, expressão e criação de conteúdo. A venda é consequência da relação, não o ponto de partida.

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