Na NRF Big Show 2026, em Nova York, um dos temas mais comentados foi o impacto das experiências imersivas e interativas no varejo. Ariel Haroush, CEO da Outform, provocou a audiência com uma pergunta essencial: “O varejo consegue acompanhar a velocidade da cultura e do consumidor?”.
A resposta está nas lojas que já entenderam que não basta vender produtos — é preciso criar ambientes dinâmicos, emocionais e memoráveis.
Por que experiências imersivas importam
O consumo digital é viciante porque está sempre mudando, evoluindo e surpreendendo. O desafio é levar essa mesma lógica para o espaço físico. Uma loja não pode ser estática; ela precisa gerar surpresa, drama e encantamento.
Exemplos práticos incluem:
- Future Stores em Londres: espaços tecnológicos que permitem criar flagships sob demanda, com zonas interativas e telas LED gigantes.
- Dick’s House of Sport: um conceito de 100 mil pés quadrados que une esporte, conteúdo e tecnologia em experiências únicas.
O segredo: começar pela experiência, não pela tecnologia
Michael Budzisz, VP de inovação da Dick’s Sporting Goods, destacou que o processo começa pela experiência desejada em cada área da loja. Só depois entra a tecnologia como suporte. Essa abordagem gera maior adesão das marcas e cria ambientes que realmente fazem sentido para o consumidor.
Entre os recursos usados estão:
- Lift and Learn: ao pegar um produto, como um tênis, o cliente recebe conteúdo digital contextualizado.
- Integração de telas e paredes digitais: criando ambientes dinâmicos e emocionais que se adaptam ao longo do tempo.
NRF: Conteúdo como motor da transformação
Segundo Haroush, o triângulo que impulsiona o varejo é formado por maturidade tecnológica, acessibilidade de conteúdo e expectativas do consumidor. Mas o ponto central é o conteúdo: ele precisa ser contextualizado, relevante e capaz de elevar o visual merchandising.
Não basta replicar comerciais de TV nas paredes da loja. É preciso adaptar a narrativa ao espaço físico, ao formato do produto e ao momento da jornada do cliente.
Conclusão
A NRF 2026 deixou claro que o futuro do varejo não está em criar “ruído digital”, mas em construir experiências imersivas que unem tecnologia invisível, conteúdo inteligente e emoção humana. As marcas que conseguirem transformar suas lojas em ambientes vivos terão vantagem competitiva duradoura.
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