A Heineken, segunda maior cervejaria do mundo, vive um momento delicado. O CEO Dolf van den Brink, que assumiu o cargo em 2020 e está há 28 anos na empresa, decidiu deixar a liderança em maio de 2026. A saída acontece em meio a uma fase de performance fraca, marcada por revisões de guidance, queda nas vendas e dificuldades em acompanhar a transformação do setor.
Principais pontos da crise
- Resultados abaixo do esperado: em 2025, a Heineken revisou seu guidance duas vezes, refletindo vendas fracas na Europa e nas Américas.
- Pressão da concorrência: enquanto a Heineken vale cerca de €39 bilhões, a rival AB InBev alcança €111 bilhões e teve alta de 25% nas ações nos últimos 12 meses.
- Mudança de liderança: Dolf permanece até 31 de maio e depois atuará como consultor externo por oito meses. O conselho já busca um sucessor.
- Planos mantidos: mesmo com a saída, a empresa seguirá com a reestruturação e aposta em bebidas não alcoólicas para atender novos hábitos de consumo.
- Impacto no mercado: após o anúncio, as ações da Heineken caíram 4%, para €67,18.
Contexto do setor
O consumo global de cerveja vem caindo, pressionado por:
- Mudança nos hábitos de consumo: jovens preferem bebidas alternativas, incluindo opções não alcoólicas.
- Pandemia e guerra na Ucrânia: afetaram cadeias de suprimento e elevaram custos.
- Inflação: reduziu o poder de compra e impactou margens.
Analistas destacam que a Heineken precisa de um novo líder capaz de revitalizar a marca, atrair consumidores jovens e equilibrar o portfólio entre bebidas alcoólicas e não alcoólicas.
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