O perfil das famílias brasileiras está mudando. Segundo dados do IBGE, os lares têm hoje menos filhos — em média 2,8 por residência, contra 3,6 crianças no início dos anos 2000 — e mais animais de estimação, com 2,2 pets por casa. Essa transformação impacta diretamente os hábitos de consumo e abre espaço para novos modelos de negócios, especialmente na gastronomia.
Gelaterias que pensam nos pets
Um exemplo dessa adaptação é a Cuor di Crema, gelateria artesanal de método italiano. Todas as unidades da rede são pet friendly e, para o verão, criaram um gelato exclusivo para os animais: 100% natural, feito com maçã, banana, manga e água de coco. A iniciativa garante que os pets possam se refrescar com segurança e sabor, acompanhando seus tutores em momentos de lazer.
Lazer urbano ressignificado
O conceito vai além da sobremesa. Passeios em praças, caminhadas ao fim da tarde e encontros ao ar livre se intensificam durante o verão, e as gelaterias se tornam pontos de descanso e convivência. “Quando o espaço acolhe amigos, casais, famílias e pets, ele deixa de ser apenas um ponto de venda e passa a fazer parte da rotina afetiva das pessoas”, afirma o CEO Antônio Augusto Ribeiro de Souza.
Pet friendly como estratégia de negócio
O movimento mostra que ser pet friendly já não é apenas um diferencial, mas parte da estratégia de fidelização. Oferecer conforto, segurança e produtos exclusivos fortalece o vínculo com o consumidor e aumenta o tempo de permanência no espaço. “Principalmente em gastronomia, precisamos estar atentos às prioridades do público. Era uma demanda ter locais que unissem confraternização, lazer e qualidade. Estamos evoluindo para atender cada vez melhor”, completa o empresário.
Conclusão
Com famílias menores e mais pets, o mercado gastronômico encontra novas oportunidades. Gelaterias que investem em ambientes inclusivos e produtos pensados para animais de estimação se destacam, criando experiências únicas e fortalecendo sua presença no dia a dia dos consumidores.
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