De fama viral a queda brusca: a montanha-russa da Lululemon

De fama viral a queda brusca: a montanha-russa da Lululemon

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A Lululemon, a marca canadense conhecida pelas famosas calças legging de ioga, viralizou no TikTok — e parecia imparável. Mas, ao divulgar seu desempenho do 2º trimestre, as ações despencaram: mais de 15% no after-market da última quinta (4), e perto de 20% no pregão de sexta (5), por volta das 10h10 (horário de Brasília). Uma reviravolta de tirar o fôlego!

Surpresa que virou cautela

O próprio CEO, Calvin McDonald, admitiu que a marca perdeu seu “fator surpresa”. Muitos dos ciclos de produtos estenderam-se além do esperado, tornando-se previsíveis demais para os consumidores. A resposta? Aumentar o lançamento de novos estilos de 23% para cerca de 35% até a próxima primavera no hemisfério norte — sinal claro de querer voltar a surpreender.

Receita da Lululemon sobe, mas lucro cai — tensão na margem

Entre abril e julho, a Lululemon faturou US$ 2,5 bilhões, 7% acima do mesmo período do ano anterior, mas abaixo do que os analistas esperavam. O lucro, por sua vez, caiu 5,6%, ficando em US$ 370 milhões. As projeções anuais foram revisadas para baixo: lucro por ação entre US$ 12,77 e US$ 12,97 (baixo dos US$ 14,45 previstos); receita entre US$ 10,85 e US$ 11 bilhões (antes esperavam US$ 11,18 bilhões). As margens também recuaram: bruta para 58,5% e operacional para 20,7%.

Tarifas e clientes seletivos? Um combo difícil

O CEO ainda citou fatores além do portfólio: consumo de roupas esportivas enfraquecido, clientes mais seletivos e o impacto das tarifas dos EUA — que pesam como uma âncora de US$ 240 milhões no lucro anual.

Análise crítica: será que virou marca comum?

O banco Jefferies fez um alerta: ao apostar em coleções com cores exageradas e logos chamativos, a Lululemon corre o risco de se tornar massificada, como a Gap. Outro sinal de alerta: o excesso de promoções — mais de 1.000 itens em liquidação no site — indicam dificuldade em escoar estoques.

Virada à vista — resgatando o relacionamento com o consumidor fiel

Para mudar o jogo, a empresa planeja acelerar lançamentos, ressuscitar peças icônicas e diminuir as promoções. Como disse McDonald: “Temos uma marca que as pessoas amam, com clientes extremamente fiéis que respondem bem a novos estilos e inovação”.

O legado bilionário da legging Align

Antes dessa turbulência, a Lululemon já tinha celebrado um feito: a linha Align, voltada para o ioga, ultrapassou US$ 1 bilhão em vendas acumuladas desde seu lançamento, há 10 anos. Um símbolo de sucesso que contrasta com o momento de fragilidade atual.

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