Carnaval 2026: impacto econômico no varejo e nos serviços

Carnaval 2026: impacto econômico no varejo e nos serviços

Facebook
Twitter
LinkedIn

O Carnaval brasileiro é muito mais do que uma festa popular. Ele funciona como um verdadeiro catalisador econômico, reorganizando o consumo e movimentando diferentes setores do varejo. Um estudo inédito do IBEVAR – Instituto Brasileiro de Executivos de Varejo & Mercado de Consumo, em parceria com a FIA Business School, mostra que o evento deve elevar em 4,9% o volume de negócios do varejo em 2026, em comparação com 2025.

Bens duráveis em queda, serviços em alta

O levantamento revela que o Carnaval não destrói o consumo, mas realoca gastos. Enquanto o varejo de bens duráveis e semiduráveis sofre retração média de 8,6%, os serviços e o consumo imediato ganham protagonismo.

Segmentos mais impactados negativamente:

  • Moda social e formal (-18%)
  • Calçados sociais (-15%)
  • Eletrodomésticos (-9%)
  • Móveis e decoração (-8%)
  • Serviços educacionais presenciais (-12%)

Categorias em crescimento durante o Carnaval:

  • Supermercados e hipermercados (+25,9%)
  • Fantasias e roupas temáticas (+29%)
  • Bebidas mistas (+26%)
  • Protetor solar (+20%)
  • Maquiagem e glitter (+18%)

Turismo: destinos tradicionais lideram

O estudo aponta que cidades como Salvador, Olinda e Rio de Janeiro seguem como os principais polos de atração, reforçando a busca por experiências culturais autênticas. No entanto, desafios como superlotação, preços elevados, infraestrutura urbana limitada e questões de segurança continuam sendo pontos críticos.

Crédito e inadimplência

O Carnaval também afeta o comportamento financeiro das famílias. Entre 2020 e 2025, em 7 de 10 movimentos analisados, houve aumento da inadimplência após o período festivo, principalmente pelo uso intensificado de cartão rotativo e parcelado.

Segundo Claudio Felisoni, Presidente do IBEVAR, o Carnaval redefine a composição do consumo: “O evento impulsiona serviços e turismo, mas impõe custos ao varejo de bens, à infraestrutura urbana e à saúde financeira das famílias”.

vamos continuar agredindo nossos consumidores?

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *