A curadoria é o seu maior ativo

A curadoria é o seu maior ativo

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No varejo pet, costumo dizer que não vendemos apenas ração ou brinquedos; vendemos o bem-estar de um membro da família. Quando abri a primeira loja da Petz, os clientes compravam o que estava disponível na prateleira. Se havia estoque, havia venda. 

Hoje, o cenário mudou drasticamente. Em um mundo de escolhas infinitas e prateleiras digitais, o excesso de opções pode gerar paralisia, não satisfação.

É aqui que entra a importância da curadoria e da educação dos consumidores.

Refinando a curadoria

Muitos empreendedores confundem sortimento com quantidade. Segundo dados da Nielsen, a racionalização de SKUs (Unidades de Manutenção de Estoque) tem se mostrado uma tendência vital. 

Uma estratégia importante nesse sentido é investir em marcas próprias. No Grupo Petz Cobasi, as marcas próprias não são apenas opções mais baratas; elas são a materialização da nossa curadoria.

Ao desenvolver um produto do zero, é possível ter o controle total sobre a margem e, principalmente, sobre a qualidade. Além disso, elas podem ser utilizadas como uma estratégia de fidelização. 

Se o cliente volta para buscar a sua marca, ele não está mais vinculado ao fabricante, mas sim à sua loja. É a independência estratégica que todo varejista deveria buscar.

O que os consumidores querem comprar?

De acordo com a SBVC (Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo), o comportamento do consumidor brasileiro está cada vez mais voltado para a conveniência e o valor agregado.

Pensando nisso, é importante considerar alguns aspectos na hora de decidir quais produtos serão oferecidos.

  1. Análise de Valor: O seu público valoriza a sustentabilidade? Ingredientes naturais? Tecnologia em acessórios? Se o produto não atende ao “estilo de vida” do seu cliente principal, dificilmente terá sucesso nas vendas.
  2. O Perigo do Modismo: Cuidado com itens “virais” que não possuem recompra. 

Educando os clientes sobre a curadoria

No varejo pet, também é essencial educar os consumidores em relação aos benefícios de cada produto. 

O consumidor final de todos os ítens comprados pelos tutores não é capaz de falar, se queixar, ou dizer se aprova ou não aquilo que foi comprado. Por isso, é central que os tutores entendam em detalhes o que cada produto gera para os seus pets.

Quando investimos tempo educando o tutor, fica nítido que também nos importamos com o bem-estar de seu animal. O cliente deixa de olhar apenas para o preço do produto e passa a entender o custo-benefício para a saúde do pet.

Ao ensinar o consumidor a fazer escolhas melhores, a empresa passa a ter mais autoridade e estreitar os vínculos com aquele cliente.

O varejo moderno não é sobre quem tem o maior catálogo, mas sobre quem resolve o problema do cliente com mais precisão. 

Cada item da prateleira ocupa um espaço que vai além dos centímetros quadrados da gôndola. Ele ocupa um espaço na mente e na confiança do seu consumidor. 

Você pode se interessar por isso: Abordagem, sangue nos olhos, faca na caveira? Até quando vamos continuar agredindo nossos consumidores?

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