Giorgio Armani, o mestre italiano da moda, faleceu aos 91 anos no dia 4 de setembro de 2025, em sua casa — em paz, cercado pelos que mais amava. Seu leito final não apaga, porém, o legado extraordinário que ele teceu ao longo de décadas.
Conhecido carinhosamente como “Re Giorgio”, ele transformou o universo fashion com seus cortes fluidos, minimalistas e carregados de sofisticação — rejeitando a rigidez do tradicional e introduzindo o conforto e o “nonchalant” italiano como assinatura. Sua carreira foi uma das mais brilhantes do século XX e XXI, definindo o estilo moderno nas passarelas, nos escritórios e até no tapete vermelho.
Empresário de mão cheia, Armani foi o único acionista de sua marca, que nasceu em 1975 e se elevou a um império com faturamento anual de cerca de 2,3 bilhões de euros. Segundo a Forbes, sua fortuna pessoal chega a impressionantes US$ 12 bilhões — um verdadeiro ícone bilionário do universo da moda.
Inspirado pela Índia e fiel a Milão
Além de Milan, era a Índia a grande musa de sua criatividade. Uma visita marcante em 1994 inspirou coleções que misturavam o minimalismo europeu com a riqueza do artesanato indiano — como o requintado lançamento de 2019 da jaqueta “achkan”, homenagem direta às tradições indianas.
Mesmo com os holofotes voltados ao mundo, seu coração permaneceu firme em Milão, a cidade que ele sempre valorizou e investiu.
Últimos dias de Giorgio Armani, legado eterno
Nos últimos meses, sua presença física nas passarelas foi rara — ele até faltou à Semana de Moda Masculina de Milão em junho, algo inédito em sua carreira. Mas vigor, foco e dedicação permaneceram até os seus últimos dias: o Grupo Armani anunciou que ele trabalhou intensamente, envolvido com coleções, estratégias e projetos futuros, mantendo-se firme em suas funções.
O funeral público foi organizado no lendário Armani/Teatro em Milão entre os dias 6 e 7 de setembro, seguindo-se um cerimonial privado conforme seu desejo.
O mundo lamenta, a moda celebra
As mensagens de luto e admiração foram unânimes: a primeira-ministra Giorgia Meloni exaltou sua elegância e o chamou de “símbolo do melhor da Itália”; Donatella Versace lamentou a perda de uma figura monumental; e Julia Roberts, companheira de longa data, publicou uma homenagem emocionante: “A true friend. A legend”.
Em resumo
Giorgio Armani não foi apenas um estilista. Foi um visionário que combinou estética refinada com rigor empresarial, moldou um império fashion e inspirou o mundo — com discrição, elegância e um senso de estilo que transcende gerações.
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