As vendas no comércio brasileiro patinaram em junho, caindo 4,2% na comparação com maio, segundo o Índice do Varejo Stone (IVS). No acumulado do primeiro semestre de 2025, o setor já registra um recuo de 0,5% em relação ao mesmo período de 2024.
📉 O que isso significa?
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Esfriamento nítido da economia: Mesmo com o desemprego em queda e criação de vagas formais, a dinâmica de consumo já mostra sinais de desaceleração.
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Comparativo anual preocupante: Junho de 2025 ficou quase 5% abaixo de junho de 2024, com retração de 4,6% . Boa parte disso vem da alta do endividamento das famílias – renda comprometida mata o consumo.
🛒 Setores em queda — e a surpresa é: todos!
O IVS analisou 8 grandes segmentos e todos tintaram o vermelho em junho:
| Segmento | Queda em jun/mai |
|---|---|
| Móveis e eletrodomésticos | –6,4% |
| Material de construção | –6,3% |
| Itens pessoais e domésticos (vários) | –4,3% |
| Hipermercados e supermercados | –3,7% |
| Artigos farmacêuticos | –2,8% |
| Tecidos, vestuário e calçados | –2,3% |
| Combustíveis e lubrificantes | –1,7% |
| Livros, jornais, revistas e papelaria | –0,3% |
Esse quadro revela que o recuo está espalhado — da reforma da casa até o carrinho de supermercado, ninguém escapou.
💡 O que isso nos ensina sobre o varejo?
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Inflação em ritmo menor? Talvez. Mas, segundo a Stone, isso tem mais a ver com economizar por necessidade do que com melhora real na economia.
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Tendência firme de desaceleração: o cenário em queda precisa de alguns meses a mais para se confirmar — mas os dados mensais já dão sinais claros .
🧭 O que fica no ar?
O varejo — um termômetro da atividade econômica — está esfriando. O recuo em junho não é isolado: já aprofunda uma tendência de consumo mais contido. Fique de olho nos próximos meses: se as quedas persistirem, pode ser o começo de uma desaceleração mais séria.
Para agregar conhecimento: O impacto da inflação no poder de compra e estratégias para o varejo se adaptar


