Depois da piora observada em fevereiro, março mostra recuperação no desempenho das lojas, enquanto a pesquisa volta a ganhar adesão e reforça sua relevância junto à base de varejistas.
Novamente neste mês, observamos crescimento no volume de dados recebidos, o que reforça a relevância do levantamento para a base e mostra que mais varejistas estão enxergando valor prático no acompanhamento recorrente desse termômetro. Isso importa porque amplia a qualidade da leitura do setor e torna o retrato mensal mais consistente. O gráfico de tendência ajuda a visualizar esse movimento com clareza: depois da piora acentuada em fevereiro, março volta a apontar recuperação, ainda que em um ambiente de forte oscilação.
Março melhora o desempenho e interrompe a piora do mês anterior
Os dados de março mostram reação relevante no varejo. Na comparação com o mesmo mês do ano passado, 52,47% dos respondentes registraram crescimento acima de 2% em Same Store Sales. Desse total, 22,77% avançaram mais de 10% e 29,70% cresceram entre 2% e 10%. Outros 12,87% ficaram estáveis. Já 34,65% tiveram retração superior a 2%, sendo 21,78% com queda acima de 5%.
O resultado recompõe parte da perda observada em fevereiro e recoloca o varejo em um patamar mais próximo ao de janeiro. Visualmente, o trimestre mostra um varejo em zigue-zague: janeiro começou relativamente equilibrado, fevereiro concentrou a piora e março voltou a reagir. Não é uma virada ampla, mas é um sinal de que o setor continua respondendo.
As vendas melhoram, mas a confiança continua fraca
Apesar da melhora operacional, o humor do empresário segue contido. Para o ano, 32,67% acreditam em empate, 30,69% estão pessimistas e 28,71% se dizem otimistas. Apenas 7,92% não têm opinião formada.
Isso mostra que a recuperação de março ainda não foi suficiente para mudar a percepção sobre 2026. O varejo vende melhor, mas continua sem visibilidade clara.
O ano segue aberto, mas crescer dependerá mais de gestão
A principal leitura é direta. Há espaço para crescimento, mas ele está cada vez mais concentrado em operações eficientes. Março trouxe alívio, não conforto. O ambiente segue seletivo, exigindo boa execução comercial, controle de estoque, margem e proposta de valor clara. Em 2026, crescer tende a ser menos efeito do mercado e mais resultado de gestão.
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