Rodada após rodada, o Termômetro de Performance do Varejo cresce. Mais uma vez, o número de participantes aumentou — e isso diz algo importante antes mesmo de olhar para os dados de vendas.
Esse crescimento consistente não é coincidência. É sinal de que os varejistas estão encontrando aqui algo que não encontram em outro lugar: uma leitura real, feita por quem está na operação, sobre o que está acontecendo de verdade no mercado. Não é dado de instituto. Não é projeção de consultoria. É o termômetro do próprio grupo — e cada novo participante o torna mais preciso e mais valioso para todos. Quem responde, contribui. Quem contribui, recebe de volta uma visão mais clara do setor inteiro.
O que os números de fevereiro dizem
Agora, sobre o que esse grupo crescente está reportando: o cenário ficou mais exigente. Na comparação com fevereiro de 2025, apenas 31,4% cresceram acima de 2%, enquanto 56,9% registraram queda superior a 2%. A faixa de retração mais intensa, acima de 5%, atingiu 44,1% dos respondentes. Em janeiro, esse grupo era de 24,5%. Em trinta dias, praticamente dobrou.
O contraste com janeiro é o dado que mais fala. Metade da amostra havia crescido no mês anterior. Agora, esse grupo caiu à metade. O varejo não apenas desacelerou — inverteu direção
O humor também mudou de tom
O otimismo para 2026 recuou de 39,8% em janeiro para 28,4%. Os que projetam empate subiram para 34,3%. O pessimismo segura em 26,5%, estável, mas ainda alto. O mercado continua funcionando, mas está mais exigente com quem quer crescer.
O que está por trás disso
Uma combinação que o setor já antecipava: instabilidade geopolítica, ruído político e econômico de Brasília, dúvidas sobre a reforma tributária na prática, calendário cheio de feriados e a Copa do Mundo pressionando planejamento e consumo. 2026 sempre foi visto como um ano de obstáculos conhecidos. Fevereiro mostrou que eles chegaram no prazo.
A leitura que fica
Um varejo mais atento, mais seletivo e mais dependente de execução eficiente. Os números ficaram mais duros. A gestão precisa ficar mais afiada. E a pesquisa, maior, mais robusta e mais representativa, continua sendo o espelho mais honesto do setor.
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