A companhia aérea Azul encerrou seu processo de recuperação judicial nos Estados Unidos (Chapter 11) e inicia uma nova fase de operação. Com a reestruturação, o fundador David Neeleman deixa de ser o controlador da empresa, que passa a atuar como uma corporation, modelo em que o controle acionário é pulverizado.
Mudança no controle acionário
Após quase nove meses de reestruturação, a Azul terá como acionistas de referência as norte-americanas United Airlines e American Airlines, cada uma com participação de 8%. A entrada da American ainda depende de aprovação do Cade. Apesar da perda de controle, Neeleman permanece como presidente do Conselho de Administração, ao lado do CEO John Rodgerson.
Resultados da reestruturação
Durante o processo, a Azul reduziu sua alavancagem de 4,9 para 2,5 vezes, cortou em mais de 50% os juros anuais sobre empréstimos e diminuiu em um terço os custos de locação de aeronaves. A empresa também emitiu US$ 1,375 bilhão em dívida e recebeu aporte de US$ 950 milhões, incluindo US$ 100 milhões da United Airlines e outros US$ 100 milhões previstos da American Airlines.
Estratégia pós-Chapter 11
Segundo Rodgerson, o foco agora será reconquistar clientes perdidos durante a crise, priorizando melhorias no serviço em vez de crescimento acelerado. A Azul projeta expansão modesta de 1% em 2026, abaixo da estimativa anterior de 3% a 4% e inferior à concorrente Latam, que prevê alta de 6% a 8%. A companhia também descarta retomar negociações de fusão com o Grupo Abra, controlador da Gol.
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