Segundo a pesquisa, 2,7% dos consumidores da amostra compraram na TikTok Shop, contra 1,0% na Temu. Em números absolutos, foram 4.165 transações na TikTok Shop, superando as 2.772 da Temu.
O diferencial da plataforma está em transformar a descoberta de produtos em conversão imediata. Como explica Bruno Chan, CEO e cofundador da klavi:
“O avanço da TikTok Shop mostra como a jornada de compra está cada vez mais conectada ao consumo de conteúdo.”
O valor médio por pedido na TikTok Shop foi de R$ 47,47, com cada usuário realizando em média 3,9 compras no período. Isso reforça a lógica de alto alcance e volume, impulsionada por compras por impulso e preços mais baixos.
Temu: recorrência e tickets mais altos
Apesar de ter menos consumidores ativos, a Temu apresenta um perfil diferente. Os usuários que compram na plataforma realizam em média 6,9 transações, quase o dobro da TikTok Shop, com um ticket médio de R$ 196,62.
Ou seja, a Temu aposta em recorrência e maior valor por pedido, mas com menor capilaridade. Como destaca Chan:
“A Temu opera com menos capilaridade, mas extrai mais valor de cada consumidor ativo.”
Duas estratégias distintas no e-commerce
O comparativo evidencia duas abordagens diferentes:
- TikTok Shop: escala rápida, integração entre entretenimento e compra, alto volume de usuários e pedidos de menor valor.
- Temu: profundidade, foco em recorrência e tickets mais altos, mas com alcance mais restrito.
Essa disputa mostra que o futuro do e-commerce no Brasil será marcado por modelos híbridos, onde escala e profundidade de consumo se tornam forças complementares.
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