Nestlé enfrenta queda de receita e lucro em 2025 com desafios na China e alta do cacau

Nestlé enfrenta queda de receita e lucro em 2025 com desafios na China e alta do cacau

Facebook
Twitter
LinkedIn

A Nestlé encerrou 2025 com resultados abaixo do esperado. A companhia registrou uma queda de 2% na receita, que somou US$ 115,8 bilhões, e uma redução de 17% no lucro líquido, que passou de US$ 14,08 bilhões para US$ 11,68 bilhões. O desempenho foi impactado principalmente pela fraqueza do mercado chinês e pela alta nos preços do cacau, que pressionaram custos e margens.

Crescimento orgânico apesar das pressões

Apesar da retração nos números gerais, a Nestlé conseguiu manter um crescimento orgânico de 3,5%, superior ao avanço de 2,2% em 2024. Esse resultado foi impulsionado por reajustes de preços, que subiram 2,8% para compensar a inflação de insumos, especialmente em categorias ligadas ao café e ao cacau. O crescimento interno real (RIG) permaneceu estável em 0,8%.

Reestruturação e foco estratégico

A empresa também anunciou medidas de reestruturação global, incluindo a venda de sua divisão de sorvetes e maior concentração em quatro pilares estratégicos que representam 70% das vendas. A ideia é fortalecer margens e simplificar o portfólio, em resposta às pressões de custos e à necessidade de maior eficiência operacional.

Impactos regionais

  • América do Norte: crescimento orgânico moderado, sustentado por reajustes de preços.
  • América Latina: desempenho mais robusto, com avanço de 6,7% nas vendas orgânicas.
  • China: mercado em retração, considerado um dos principais fatores para a queda global.

Conclusão

Os resultados de 2025 mostram que a Nestlé enfrenta um cenário desafiador, marcado por custos elevados e mercados estratégicos em desaceleração. Ao mesmo tempo, o crescimento orgânico e a reestruturação do portfólio indicam que a companhia busca se adaptar rapidamente para manter competitividade e rentabilidade em 2026.

Você pode se interessar por isso: Abordagem, sangue nos olhos, faca na caveira? Até quando vamos continuar agredindo nossos consumidores?

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *