A reconstrução de São Sebastião (SP), após as fortes chuvas que atingiram o litoral norte paulista, trouxe consigo um projeto que simboliza inovação e pertencimento: a Escola Municipal Prof.ª Nair Ribeiro de Almeida, em Juquehy. Mais do que um edifício escolar, a obra traduz uma visão contemporânea de arquitetura educacional, onde a escuta da comunidade e a sustentabilidade se tornam protagonistas.
Escuta ativa como ponto de partida
O arquiteto Fernando Brandão, com mais de quatro décadas de experiência em projetos educacionais no Brasil e no exterior, conduziu o processo a partir de um princípio essencial: ouvir antes de projetar. Professores, alunos e moradores participaram da concepção, garantindo que a escola refletisse a identidade local e se tornasse um patrimônio comunitário.
Madeira engenheirada: técnica e sensibilidade
A escolha da madeira engenheirada como sistema construtivo não foi apenas técnica, mas também simbólica. A estrutura aparente cria ambientes acolhedores, melhora o conforto térmico e acústico e reforça a conexão com a natureza. Além disso, o sistema industrializado permitiu rapidez na execução, precisão construtiva e menor impacto ambiental, utilizando madeira de florestas plantadas e manejadas de forma responsável.
Espaços que fortalecem vínculos
A proposta arquitetônica valoriza a luz natural, a integração com o entorno e a sensação de proximidade com o ambiente externo. Para Brandão, “a escola precisa ser um patrimônio da comunidade. Para isso, a arquitetura tem que ser próxima, afetiva e sensível às pessoas”.
Sustentabilidade e inovação
A estrutura em madeira foi fornecida pela Urbem, empresa especializada em sistemas construtivos industrializados. Segundo Ana Belizário, diretora comercial, o projeto evidencia o potencial da madeira em edificações educacionais: desempenho estrutural, sustentabilidade e qualidade ambiental, criando escolas mais saudáveis e adequadas ao processo de aprendizagem.
Uma escola como ferramenta de transformação
Mais do que uma solução técnica, o projeto expressa uma visão de futuro: a arquitetura como ferramenta ativa na formação humana. Em tempos de desafios ambientais e urbanos, a Escola Nair Ribeiro mostra como o espaço construído pode reconectar pessoas, natureza e comunidade.
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