Litoral Norte de Santa Catarina: o fenômeno imobiliário que desafia as metrópoles brasileiras

Litoral Norte de Santa Catarina: o fenômeno imobiliário que desafia as metrópoles brasileiras

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Um território de apenas 490 km² no litoral norte de Santa Catarina está chamando a atenção do mercado imobiliário nacional. As cidades de Balneário Camboriú, Itapema, Itajaí e Porto Belo registraram juntas um Valor Geral de Vendas (VGV) de R$ 13,47 bilhões em 2025, posicionando a região como a 5ª maior força imobiliária do Brasil.

O contraste com grandes capitais

O dado impressiona quando comparado às metrópoles tradicionais. São Paulo e Rio de Janeiro, juntas, ocupam 2.721 km² — uma área 5,5 vezes maior do que o cluster catarinense. Ainda assim, o litoral norte de Santa Catarina comercializou mais de 9 mil unidades no ano, ficando atrás apenas de SP, RJ, Belo Horizonte e Brasília.

Enquanto capitais consolidadas como Curitiba registraram VGV de R$ 2,26 bilhões (com 1.982 unidades vendidas), o litoral catarinense superou esse volume em mais de seis vezes, evidenciando uma concentração de liquidez rara no mercado nacional.

A lógica da valorização de Santa Catarina

Para Jordan Hang, CEO da JH Marketing, o segredo de Santa Catarina está na densidade de valor agregado.

“O que vemos aqui é uma anomalia de mercado: uma concentração extrema de liquidez em um território restrito. A escassez de terra multiplica o preço do ativo e transforma cada metro quadrado em um investimento de alta eficiência financeira”, explica.

Essa dinâmica cria um mercado que gera mais riqueza por quilômetro quadrado do que a maioria das capitais brasileiras.

Integração regional e expansão

O crescimento não se limita a Balneário Camboriú. A saturação de áreas na cidade impulsionou a demanda de alto padrão para Itapema e Porto Belo, enquanto Itajaí absorveu o avanço corporativo e residencial. O resultado é um corredor econômico integrado, blindado pela demanda nacional e sustentado por infraestrutura e segurança.

Segundo Hang, essa combinação transformou a região em um polo imobiliário único, capaz de competir em volume financeiro com as maiores metrópoles do país.

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