Por que parar o marketing em janeiro pode custar caro ao longo do ano

Por que parar o marketing em janeiro pode custar caro ao longo do ano?

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Muitos gestores ainda enxergam janeiro como um mês “fraco” para ações de marketing, acreditando que a comunicação digital perde relevância após as festas. No entanto, os dados mostram exatamente o contrário: o início do ano é um período estratégico para posicionamento de marca, fortalecimento de relacionamento com clientes e construção de autoridade.

Janeiro: mês de posicionamento, não de pausa

Segundo levantamentos do DataReportal, mais de 80% dos brasileiros seguem ativos nas redes sociais diariamente, mesmo durante as férias. No setor de saúde, por exemplo, esse comportamento se traduz em buscas por informações preventivas, conteúdos educativos e orientações para reorganização de hábitos e cuidados pessoais.

O Dr. Éber Feltrim, especialista em gestão de negócios e fundador da SIS Consultoria, reforça:

“Janeiro não é um mês de vendas, mas é um mês de posicionamento. A empresa que continua presente, informando e orientando, tende a ser lembrada quando o paciente decide agendar.”

O risco de “sumir” das redes

Empresas que interrompem a comunicação digital em janeiro enfrentam maior dificuldade para retomar o fluxo de atendimentos nos meses seguintes. A ausência por quatro ou cinco semanas exige mais esforço para recuperar visibilidade e confiança. Já quem mantém constância atravessa o período com menos impacto e inicia fevereiro em vantagem.

O que os clientes buscam em janeiro

Dados do Google mostram que as buscas por saúde preventiva, bem-estar e organização da rotina crescem nesse período. Isso abre espaço para conteúdos informativos e educativos, sem caráter promocional, que posicionam a empresa como fonte confiável.

“O cliente não está procurando desconto em janeiro. Ele quer entender sintomas, prevenir problemas e se organizar. Conteúdos educativos cumprem esse papel e fortalecem a autoridade do profissional”, explica Feltrim.

Estratégia de marketing para janeiro: foco em autoridade

O especialista destaca que o planejamento deve ser diferente das campanhas tradicionais:

  • Evite promoções agressivas.
  • Invista em comunicação institucional.
  • Compartilhe conhecimento técnico e orientações sazonais.
  • Responda dúvidas frequentes para gerar engajamento orgânico.

Essa abordagem cria uma base sólida para os meses seguintes. Quando fevereiro e março chegam, a empresa já está presente na mente do público, reduzindo o tempo de resposta na retomada da agenda.

Marketing como construção de confiança

Em um cenário de maior cautela financeira das famílias, apontado pelo IBGE, decisões relacionadas à saúde e bem-estar tendem a ser mais planejadas. A presença digital contínua ajuda a reduzir inseguranças e facilita a escolha do cliente no momento da decisão.

“Marketing não é impulso. É confiança construída ao longo do tempo. Janeiro faz parte desse processo”, resume Feltrim.

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