O setor de escritórios corporativos de alto padrão em São Paulo encerrou 2025 com um dos melhores desempenhos da última década. Segundo o relatório Market Beat – Office T4 2025, da Cushman & Wakefield, o mercado mostrou sinais claros de recuperação e estabilidade, consolidando a capital paulista como referência em espaços premium para empresas que buscam eficiência e localização estratégica.
Absorção líquida em alta: destaque para JK, Pinheiros e Chucri Zaidan
Ao longo de 2025, a absorção líquida acumulada atingiu 147.870 m², resultado que reflete a demanda contínua por escritórios modernos e bem posicionados.
- Quarto trimestre: saldo positivo de 26.645 m².
- Região JK: absorção de 10.295 m², impulsionada por empresas do setor financeiro.
- Pinheiros: crescimento de 9.580 m², com forte presença de companhias médicas e de saúde.
- Chucri Zaidan: desempenho sólido com 7.991 m², reforçando sua diversidade corporativa.
Vacância em queda: um dos menores índices da história do mercado de escritórios
A taxa de vacância fechou o ano em 12,77%, praticamente estável em relação ao trimestre anterior, mas com queda acumulada de 3,46 pontos percentuais em 2025.
- Pinheiros: destaque absoluto, reduzindo de 9,45% para 5,13%.
- JK e Chucri Zaidan: também apresentaram melhora significativa.
Esse movimento confirma a tendência de ocupação consistente e a preferência por ativos de maior qualidade, mesmo em um cenário econômico desafiador.
Preços em valorização: regiões premium lideram
O valor médio pedido encerrou o ano em R$ 144,29/m²/mês, estável no trimestre, mas com alta anual.
- Faria Lima: continua como a região mais valorizada, atingindo R$ 290,06/m²/mês.
- Pinheiros: trajetória de valorização, com R$ 170,67/m²/mês.
A escassez de espaços disponíveis em áreas premium mantém os preços elevados e reforça a atratividade desses polos corporativos.
Oferta abaixo do esperado: impacto na valorização
Em 2025, foram entregues 49.908 m² de novo estoque, bem abaixo das projeções iniciais de 150 mil m². Esse cenário de atraso nas obras e revisão de cronogramas deve manter a valorização concentrada em regiões com oferta limitada, sustentando preços e seletividade da demanda em 2026.
Conclusão: retomada estratégica e seletiva
De acordo com Dennys Andrade, Head de Inteligência de Mercado da Cushman & Wakefield, o desempenho confirma uma retomada organizada, marcada por decisões estratégicas de ocupação. As empresas seguem priorizando escritórios modernos, eficientes e bem localizados, o que explica a resiliência das regiões premium e a redução consistente da vacância.
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