Durante a NRF Retail’s Big Show 2026, em Nova Iorque, a REI Co-op se apresentou como exemplo de como marcas podem equilibrar inovação tecnológica e conexão humana. A CEO Mary Beth Laughton, com experiência em gigantes como Nike e Sephora, compartilhou os pilares estratégicos da empresa e reforçou que o diferencial competitivo está em colocar clientes e membros no centro da operação.
Estratégia “Peak 28: Ascending Together”
O plano estratégico da REI, chamado Peak 28, busca garantir viabilidade financeira sem abrir mão da essência cooperativa. Os quatro pilares principais incluem:
- Produtos relevantes para os membros, especialmente nas categorias centrais.
- Serviço e experiência elevadas, personalizadas e emocionais, mesmo em um mundo cada vez mais digital.
- Reinvenção do programa de membros, fortalecendo o engajamento.
- Cultura conectada e trailblazing, reconhecendo que sem evolução cultural, a estratégia não se sustenta.
Membros e comunidade como protagonistas
Na REI, os clientes são também donos da cooperativa. Isso significa que decisões e produtos são construídos com base em entrevistas e feedback de milhares de pessoas. Essa participação ativa gera pertencimento e fortalece a marca.
Exemplo disso é a criação de produtos da marca própria, desenvolvidos com insights coletados diretamente dos membros.
Cultura e tradição que importam
Mary Beth Laughton destacou que preservar tradições, como o famoso Twinkie Roast que marca o início do inverno, é tão importante quanto inovar. A cultura é vista como motor da estratégia, garantindo que a REI evolua sem perder sua identidade.
Green Vests: os guias da experiência
Os colaboradores da REI, conhecidos como Green Vests, são considerados especialistas apaixonados pelo ar livre e atuam como guias de confiança. Eles já aparecem em páginas de produtos e campanhas, trazendo recomendações autênticas que aumentam a conversão e criam conexão emocional.
Tecnologia e IA com propósito na NRF
Embora a CEO reconheça que a Inteligência Artificial impactará todos os aspectos do varejo, ela reforça que o verdadeiro diferencial está na experiência humana.
“A IA pode ser rápida e eficaz, mas não tem a vivência de quem já acampou ou fez trilhas. Nossos Green Vests têm essa experiência e realmente se importam.”
Você pode se interessar por isso: Abordagem, sangue nos olhos, faca na caveira? Até quando vamos continuar agredindo nossos consumidores?


